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NOTÍCIAS

  • 27/11/2014

    Jovem de quadrilha que fraudava Enem gastava R$ 4 mil por noite em boates

    Jovem de quadrilha que fraudava Enem gastava R$ 4 mil por noite em boates

    Um jovem de vinte e seis anos é apontado como um dos líderes da organização criminosa acusada de ter fraudado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2014. O rapaz vivia de maneira luxuosa e ostentava riqueza. Conforme a investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, em parceria com o MPE (Ministério Público Estadual), ele chegava a gastar R$ 4 mil em uma única noite.

    "Ele é um delinquente de ostentação. Gastava de R$ 2 mil a R$ 4 mil por noite em boates", afirmou o superintendente de Investigação e Polícia Judiciária de Minas Gerais, Jeferson Botelho, durante coletiva dada nessa quarta-feira (26) à imprensa sobre o caso, na sede do Ministério Público Estadual, em Belo Horizonte.

    Conforme o policial, o acusado também fazia viagens ao exterior com frequência. Morador da cidade de Teófilo Otoni (a 468 km de Belo Horizonte), o homem seria dono de carros de luxo e uma mansão em bairro nobre da cidade.

    O delegado Antônio Júnio Dutra Prado, integrante do grupo de Combate a Organizações Criminosas, informou que a polícia ainda não sabe o valor total do montante movimentado pelo grupo. "Essa informação vai ter de ser levantada em um segundo momento da investigação, quando a gente for investigar o crime de lavagem de dinheiro", afirmou.

    Segundo Prado, foram apreendidos carros de luxo e confiscados bens que seriam do rapaz na cidade mineira. Já no Guarujá, em São Paulo, foi identificada uma casa em condomínio de luxo que pertenceria a outro homem, também apontado como líder do esquema. A dupla e mais dez pessoas que integrariam o bando estão presas desde o último domingo (23).

    "Entre os carros foram aprendidos dois veículos da marca Porsche, além do sequestro de uma fazenda na região. Eles ostentavam uma vida luxuosa", declarou.

    Três milhões livres de despesas
    Apesar de a movimentação financeira ainda não ter sido determinada, o delegado Antônio Prado disse ter se surpreendido com o valor que o jovem receberia apenas no último trimestre deste ano com as fraudes em vestibulares.

    "Um dos líderes, o de Teófilo Otoni, me confidenciou que, somente nessas ações (fraudes em vestibulares de medicina) de final de ano, ele embolsaria R$ 3 milhões livres de despesas", afirmou o policial.

    Por sua vez, o promotor de justiça André Luís de Pinho destacou que serão investigados os pais dos candidatos detidos (22 no total) com material eletrônico durante prova da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, realizada no dia 23 deste mês, em Belo Horizonte. Os estudantes foram ouvidos e liberados após pagarem fiança.

    Conforme o promotor, os inscritos não teriam comprovação de renda que lhes permitisse pagar o valor cobrado pelo grupo criminoso pelas vagas supostamente garantidas aos clientes. Pela investigação, o grupo cobrava entre R$ 70 mil a R$ 200 mil com a promessa de fazer com que o candidato obtivesse a vaga.

    "Como que um rapaz de 18 anos, estudante, obtém esse valor para comprar as vagas? Isso leva a investigação para um outro foco, que são os pais dos alunos. Vários são médicos, empresários e fazendeiros", declarou.

    Pinho disse não descartar pedido de quebra de sigilo bancário dos envolvidos, que não tiveram os nomes divulgados. "Eles também vão responder pelo crime de fraude contra certame de interesse público", adiantou.

    Os membros do grupo deverão responder pelos crimes de formação de quadrilha, fraude contra certames de interesse público, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, de acordo com os responsáveis pela investigação.

    Fonte: UOL

  • 01/12/2013

    Fraude em concurso no Piauí

    Fraude em concurso no Piauí

    Um PM, candidatos e integrantes do grupo foram presos pelo Greco.
    Após deflagrada a Operação Certame que desarticulou organização criminosa acusada de prática de fraudes no concurso da Polícia Militar do Piauí, o Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe) descartou qualquer possibilidade de anular o certame realizado neste domingo (1º) em Teresina, Picos, Floriano, São Raimundo Nonato, Bom Jesus e Corrente.
     
    Segundo o presidente da organizadora do concurso, Jorge Martins, tentativas de fraudes foram detectadas nos vários locais de aplicação da prova em Teresina. "Não temos a precisão de quantos candidatos teriam comprado as respostas, mas em todas as tentativas de fraudes o rastreador utilizado pelos fiscais apontou as pessoas que portavam aparelho eletrônico, ajudando desta forma o trabalho da polícia. Como todos os envolvidos foram presos, não temos porque anular ou cancelar o concurso", relatou.
     
    Jorge Martins explicou ainda que o rastreador identificou as pessoas portando celular quando a candidata contratada para repassar as respostas da prova enviou mensagem de texto aos demais concorrentes. Durante as abordagens foram confirmadas as suspeitas e os envolvidos encaminhados ao Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco).
     
    Na tentativa de evitar fraudes, a Nucepe chegou a alertar os 30.506 candidatos sobre a proibição da entrada de aparelhos eletrônicos durante aplicação da prova. O subitem 5.2.8 do certame proíbe portar e usar celular e demais aparelhos de comunicação nas dependências dos locais de prova.
    Além de detectores de metais, houve também coleta de impressões digitais dos candidatos e aparato que detecta qualquer tipo de aparelho eletrônico, mesmo que desligado. O concurso oferece 400 vagas para o cargo de soldado e 30 para o cargo de oficial da Polícia Militar do Piauí.
    Para Jorge Martins, o gabarito preliminar será divulgado nesta segunda-feira (2) e os candidatos terão os dias 4 e 5 para entrarem com recursos contra as respostas oficiais da prova.

    Fonte: G1 Piauí

  • 15/10/2013

    Repórter tira carteira de identidade em 9 Estados

    Repórter tira carteira de identidade em 9 Estados

    A lei criada em 1997 para unificar a emissão de carteiras de identidade no país nunca saiu do papel, omissão do governo federal que permite a uma mesma pessoa ter um RG em cada Estado.
     
    Ou seja: um mesmo nome, mas 27 documentos com numerações diferentes.
     
    E essa mesma pessoa pode ainda tirar facilmente um RG com a própria foto e outro nome, prática que serve de base a uma série de crimes.
     
    A Folha encontrou essas brechas em apuração iniciada em janeiro deste ano.
     
    O mesmo repórter, com RG original de SP, viajou a oito capitais e, em cada uma delas, fez uma nova carteira.
     
     
    Foi assim em Vitória, Campo Grande, Maceió, João Pessoa, Natal, Rio Branco, Porto Velho e Porto Alegre.
     
    Ter um RG em cada Estado é possível porque a emissão dos documentos é estadual, e os institutos de identificação não trocam informações.
     
    Previsto em lei desde 1997 para corrigir essa falha, um cadastro nacional de identidades, que deveria armazenar eletronicamente dados de todas as pessoas, nunca saiu do papel, embora tenha sido anunciado pelo ex-presidente Lula em dezembro de 2010.
     
    Atualmente o único requisito para fazer um RG é a apresentação da certidão de nascimento ou de casamento.
     
    A falta de um sistema que reconheça digitais coletadas em outros Estados permitiu ao repórter fazer em Belo Horizonte um RG com sua foto e suas digitais, mas com o nome de um colega do jornal.
     
    Expedido por órgão oficial, o documento com o nome incorreto é válido e revela a brecha. Basta que o fraudador tenha certidão de nascimento ou casamento.
     
    Para corrigir as falhas existentes, o governo federal anunciou em 2010 a implantação do RIC (Registro de Identidade Civil), um cartão com chip para substituir o atual RG em até dez anos.
     
    O projeto, porém, empacou. Um contrato com a Casa da Moeda para emissão de 2 milhões de RICs, ao custo de R$ 90 milhões, fracassou. Foram produzidos apenas 14 mil cartões, e só 52 estão válidos.
     
    O RIC teve de ser "redesenhado" em 2012. Foi previsto um custo de R$ 6 bilhões em 12 anos. Decisões sobre onde ficará o cadastro nacional de identidades e qual tecnologia será usada nunca foram tomadas, porque aguardam decisão do Palácio do Planalto.

    Fonte: Folha de S.Paulo