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NOTÍCIAS

  • 08/04/2013

    Campinas teve prova com megaesquema de segurança

    Campinas teve prova com megaesquema de segurança

    Enquanto um grupo de 1,2 mil estudantes se debruçava sobre a prova de um vestibular de medicina em Campinas (SP), do lado de fora do prédio da faculdade, a pauta na conversa entre os pais dos vestibulandos era a falta de segurança em provas desse tipo. Após a série de denúncias veiculada pelo Fantástico, a faculdade campineira decidiu montar um superesquema de segurança com câmeras, detector de metais e rastreador de celular. Para pais e estudantes, entretanto, forças-tarefas assim ajudam, mas não anulam as possibilidades de fraudes que são rotineiras na vida de quem viaja o Brasil em busca de uma cadeira no curso mais concorrido do país.

    “Eu já recebi proposta para comprar vaga. Queriam me cobrar R$ 80 mil para entrar em uma faculdade particular e R$ 250 mil para uma universidade pública”, conta a dona de casa Marta Bou Assi acomodada sobre um tecido, no chão, enquanto espera a filha. Marta mora em Suzano, mas já viajou pelo Sudeste, Sul e Centro-Oeste na maratona de provas. “Já fui até assaltada uma vez durante uma prova. Mas eu arrisco tudo. É o sonho dela e ela vai fazer medicina”, afirma convicta.

    Ela não é a única que já foi assediada por fraudadores em provas pelo Brasil. Após enfrentar as quase cinco horas de prova, o estudante Luiz Fernando Fantin conta que já soube de pessoas que compraram vaga e ele mesmo já recebeu proposta por telefone. “O esquema vai muito além de colocar câmeras e detector de metais. Quem vai comprar vaga, já chega na prova sabendo”, diz.

    Mães trocam experiências enquanto esperam fim de prova em Campinas  (Foto: Lana Torres / G1)Mães trocam experiências enquanto esperam fim de prova em Campinas  (Foto: Lana Torres / G1)

    Big Brother

    A Faculdade São Leopoldo Mandic levou às últimas consequências o esquema de segurança no primeiro vestibular de medicina realizado pela instituição. Neste domingo, os estudantes foram vigiados por 87 fiscais, câmeras durante toda a prova, passaram por detector de metais na entrada e até no banheiro, além de sistema de reconhecimento de impressão digital que, além da prova, é usado no ato da matrícula e primeiros dias de aula.

    De acordo com o coordenador do vestibular, Alexandre Zavaglia Coelho, a faculdade investiu aproximadamente R$ 200 mil em um esquema que inclui mapeamento dos assentos de cada aluno e cruzamento das respostas dadas por cada um para se certificar de que vestibulandos “vizinhos” não tiveram resposta iguais. “O esquema inclui até um perito que vai produzir 100 laudos para assegurar que não houve violação”, explica Coelho.

    Custos

    O vestibular da Faculdade São Leopoldo Mandic, segundo o diretor geral da instituição, José Luiz Cintra Junqueira, teve 1268 inscrições e, com a abstenção de aproximadamente 4%, a relação candidato-vaga deve chegar a 12 por vaga. A faculdade terá a mensalidade mais cara de Campinas, com a cobrança de R$ 8,8 mil.

    “Eu não sabia. Em casa, eu já conversei com a minha filha. Infelizmente, se ela passar vou ter que falar que não temos condições”, conta a pedagoga Luciene Moreira, que saiu de Limeira, no dia do aniversário da filha, para a prova na faculdade.

    Via G1

    Fonte: G1 Campinas e Região

  • 12/12/2012

    Gabarito Milionário - Operação da PF prende quadrilhas que fraudavam vestibulares de medicina

    Gabarito Milionário - Operação da PF prende quadrilhas que fraudavam vestibulares de medicina

    A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (12/12), a Operação Calouro, para desarticular quadrilhas especializadas em fraudar vestibulares de medicina em todo o país. Mais de 40 pessoas foram presas até o momento e, no total, devem ser cumpridos 70 mandados de prisão e 73 de busca expedidos pela Justiça de Vitória (ES). Os criminosos chegavam a cobrar R$ 80 mil por gabarito.

    Segundo a PF, as organizações são altamente especializadas, lucrativas, organizadas e disseminadas. As quadrilhas fraudavam os vestibulares falsificando documentos e substituindo o aluno durante as provas. Também eram feitos gabaritos e difundidos por meio eletrônico aos candidatos.

    Mais de 290 policiais participam da operação em 10 estados (GO, MG, ES, RJ, SP, TO, RS, AC, MT e PI) e no Distrito Federal. No DF, ninguém foi preso, foram cumpridos apenas mandados de busca, segundo a superintendência da PF local.

    O delegado responsável pela investigação, Leonardo Damasceno, da superintendência da PF no Espírito Santo, explica que a operação durou um ano e meio e buscou desmembrar tudo que o havia por traz das fraudes de vestibulares de medicina no Brasil.

    "Essas quadrilhas atuavam já de longa data e eles não se intimidam diante do poder público", afirma o delegado. Sete organizações foram alvo da Operação Calouro. Elas atuavam principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, mas fraudavam provas em todo o país.

    A estrutura tinha quatro níveis. No topo estavam os líderes. Em seguida, vinham os pilotos, alunos bem preparados, normalmente de universidades federais de medicina. Eles resolviam a prova rápido e passavam as respostas por meio eletrônico ou então faziam a prova no lugar do candidato usando documentos falsos.

    Os treinadores ou operacionais treinavam os alunos para usarem as respostas durante as provas e axiliavam o líder. No último nível, ficavam os corretores - linguagem que os próprios criminosos usam -, que faziam a captação dos clientes insterassados em comprar gabaritos.

    No caso da fraude eletrônica, o preço cobrado varia de R$ 25 a R$ 50 mil. Quando a fraude ocorria por meio de documentos falsos, o valor variava de R$ 45 a R$ 80 mil.

    O delegado Damasceno revelou ainda que muitos dos membros desses grupos já foram presos outras vezes por fraude. Os criminosos atuavam, principalmente, em instituições privadas e em algumas estaduais, evitando as universidades federais, por causa do risco maior para o esquema de fraude. Os nomes das instituições prejudicadas só será revalado quando os casos forem encaminhados para a Justiça.

    "Na nossa visão, essa operaçãpo mostra que é um problema generalizado, muito difundido. Não é pontual e não se resolve apenas com uma operação. Merece uma atenção muito significativa, pois causa um dano à saude pública", destaca o delegado.

    Damasceno informou também que a superintendência do ES vai repassar os conhecimentos para todas as unidades da PF para que elas conheçam a forma como as organizações criminosas operam e possam agir de forma a evitar as fraudes.

    Via Globo News

    Fonte: G1 Globo - Mariana Niederauer